sexta-feira, 6 de junho de 2014

Ainda mexe!

Já passaram mais de trinta dias sobre o evento do Centro Cultural Olga Cadaval, e muita gente estará admirada de nas nossas páginas ainda nada ter sido dito ou escrito.
Temos tido as melhores referências, e tem sido unânime o bom acolhimento da parte das pessoas que nos abordam, tanto nas ruas de Sintra, como também as reações nas redes sociais, e outros meios de comunicação.
Foi muito difícil gerir este turbilhão de vontades, começando logo por termos desmarcado a data de 25 de janeiro de 2014, reservada há mais de dois anos no Centro Cultural, por haver uma corrente dentro da banda que era contra essa realização, por entendimento que não estávamos à altura de tão grande empreitada. Respeitou-se a opinião, mas de seguida tivemos que a desrespeitar porque foi-nos exercida uma tão grande pressão por parte daqueles que nos são próximos e que gostam de estar connosco, que não conseguimos resistir e avançámos por decisão maioritária, havendo um elemento que votou vencido, isso deu-nos muitos aborrecimentos, porque ninguém gosta de perder, e esteve em risco o concerto e a continuidade do grupo, valeu tudo o que nos tem unido ao longo dos anos, em desfavor de todas as nossas diferenças.
Fizemos dois excelentes concertos, tanto no dia 25 de janeiro na Sociedade União Sintrense, como, no Centro Cultural Olga Cadaval em 10 de maio de 2014, se em 25 de janeiro o nível do jantar foi elevadíssimo, a organização do mesmo a todos os níveis foi brilhante, tudo excelente desde a refeição a tempo e horas, em boas condições, até ao mais pequeno detalhe, nada foi deixado ao acaso, disso se encarregaram os membros da Comissão Executiva do Cinquentenário, sob a batuta do Presidente na altura Carlos Nascimento, também ele o condutor e apresentador do espetáculo que se seguiu. 
No Centro Cultural por escusa do cargo de Presidente da Comissão, do Carlos Nascimento, assumiu as funções o Mário João Machado, uma vez que se estava sem Comandante, ninguém mais apropriado para comandar o navio que o Mário João Machado, ele tu cá tu lá com as várias instituições envolventes, e do CCOC propriamente dito, não fosse ele um ex presidente da instituição, desde a seu início. 
O concerto foi uma cópia do primeiro com pequenas alterações, tanto a nível do alinhamento das músicas, como em toda a apresentação do concerto, toda ela da autoria do nosso apresentador de sempre Carlos Nascimento, começando pelas condições únicas que o Centro Cultural tem para a realização de um espetáculo seja ele qual for, dá logo uma dimensão superior. 
Condições acrescidas com, retro-projecção de slides, luzes, o som espetacular, tudo ajuda para que o produto final seja de muito melhor qualidade. 
Nós também fizemos o nosso trabalho de casa, e com condições boas melhorou tudo.
Ainda não parou toda esta onda, ontem saiu uma entrevista nossa na Antena 1, programa Pais do Rock, do jornalista António Jorge, estúdios do Porto. 
Três quartos de hora bem passados, e quem nos ouviu não deve ter dado o tempo por mal empregado. 
Não quero acabar este meu escrito, embora já o tenhamos feito até mais do que uma vez, endereçando os nossos agradecimentos a toda a gente que nos ajudou, desde o patrocinador União das Freguesias de Sintra, aos nossos apoiantes, a todo o staff do CCOC, aos técnicos de som, gravação, mistura, e filmagens, aos proprietários dos veículos antigos (anos 60), que fizeram parte integrante do evento, e cuja exposição foi mais um momento alto da festa, a todos o nosso obrigado pela disponibilidade. 
De justiça, um agradecimento especial aos nossos velhos amigos de todos os dias, que fazem parte da Comissão Executiva, o nosso grande abraço, o nosso muito obrigado pela paciência que tiveram em nos aturar, sabemos que não somos fáceis de lidar, continuamos a contar com a vossa ajuda, de igual modo contem connosco, em tudo o que nos for possível ajudar. Bem hajam! 
É justo agradecer a todos os antigos músicos dos Diamantes Negros, alguns já não tocavam há quarenta anos. Agradecer pela forma dedicada, compreensiva, e de amor à "camisola" demonstrada durante o tempo dos ensaios, e a forma profissional como atuaram. Fazem parte da família, mas podiam não querer participar, mas não, mostraram-se sempre disponíveis e sem limitações. Obrigado!        

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Concerto do Cinquentenário dos DIAMANTES NEGROS

Como já é do conhecimento de muita gente (a afluência aos bilhetes diz-nos isso), no próximo dia 10 de Maio de 2014, pelas 21 horas e trinta minutos, terá lugar no Centro Cultural Olga Cadaval, o concerto relativo à passagem dos cinquenta anos após a primeira actuação em público dos DIAMANTES NEGROS, na Sociedade União Sintrense.
Este evento terá uma série de realizações paralelas, como uma exposição de carros antigos, e uma exposição de material antigo dos Diamantes Negros, e relativo aos anos sessenta.
Este evento tem o apoio de Ourivesaria Arneiro, Piriquita, José Artur Silva Carvalho "Hotelaria", Restaurante Apeadeiro, Manuel Cabo-Vila Café, Cinthia Nave, de Eduardo Pereira dos Santos, TRYVEL-Agência de Viagens.
Patrocinador oficial, União das Freguesias de Sintra (São Martinho, Santa Maria e São Miguel, e São Pedro de Sintra).
Num ápice se passaram 50 anos, tanta coisa boa e má neste meio século passou nas nossas vidas. Os DIAMANTES NEGROS, tiveram momentos de interrupção musical, mas nunca desfazendo os laços de amizade, afinal aquilo que foi sempre o padrão desta banda dos anos sessenta. Sempre comemorámos os nossos aniversários, no mínimo com um jantar familiar, ou só com os músicos, ou algo mais elaborado com todos os nossos amigos e famílias, juntando-nos em festas familiares, almoços ou jantares, e com actuações musicais.
A todos os que gostam de estar connosco e vão estar presentes, o nosso muito obrigado, na certeza de que tudo irá ser feito para lhes proporcionarmos uma noite muito agradável, de revivalismo dos anos sessenta.







sábado, 1 de fevereiro de 2014

O Poema do Zé Nascimento que abriu o nosso jantar

No dia 25 de janeiro último fizemos 50 anos, comemoramos essa efeméride num jantar com todos os músicos e suas famílias, que ao longo dos anos fizeram parte dos DIAMANTES NEGROS , juntámos alguns amigos de sempre.
Impunha-se que o local fosse a Sociedade União Sintrense, a nossa maternidade à cinquenta anos, para conforto dos presentes e devido à exiguidade do espaço para mesas, ficou a lotação reduzida a 120 pessoas, muita gente infelizmente ficou de fora, devido a esta limitação.
Foi uma noite inesquecível, que começou bem, com este poema delicioso que retrata em verso todas as nossas origens, o nosso escritor e poeta José do Nascimento, também ele parte integrante da organização, retratou em verso com muito apropósito e graça, as nossas aventuras e desventuras.


A malta quer é rock

Houve muito estremecer de pélvis
Com o aparecimento de Elvis
Nos idos anos cinquenta!
Shadows e Cliff surgiram

E muitos corações afligiram…
Estávamos nos anos sessenta!

Em Sintra, nada se passava
Vinha tudo da estranja.
Havia sim, umas corriditas na Granja
E o que na rádio se escutava.

Muitas noites de Verão
no fundo do Paço
Há muito eleito o espaço
De reuniões de malta amiga
E um ou outro alívio de bexiga.
O Álvaro Zé e o Cainhas
Que eram bons de gaita… de boca
Animavam com umas musiquinhas
Uma plateia que nada tinha de oca
E que um dia gritou: “A malta quer é rock
Que haja quem o toque!”

Cainhas assumiu-se como o homem do tambor.
A primeira tarola foi um fervedor,
Para timbalão, nada como uma panela…
Grita-lhe a mãe da janela:
“Carlitos, toca mais baixo
Que estás a dar cabo do tacho!”
A verdade é que aquele trem de cozinha
Serviu para adestrar a mãozinha
Do baterista do beco do Briamante,
Um dos primeiros a lapidar o “diamante”.


Entre ânsias e algumas correrias
Apanágio de Álvaro da rua das Padarias,
Com a gaita definitivamente arrumada
Ensaiou a primeira guitarrada
Minimamente ritmada.
Apareceram alguns medos
Com os primeiros calos nos dedos,
Mas não existe incapacidade
Onde impera a tenacidade.

Mas era preciso mais, muito mais
Que acabou por vir do largo do Morais.
Foi o Cainhas a tirar da sacola
Um velho companheiro de escola,
Carlos… O Xixó da viola
Que tocava piano e falava francês.
Este novo freguês
De ar bem Beetlado,
E Shadows no coração
Cedo se assumiu como líder incontestado.

Para dar um ar culto, quase sinfónico
Foi-se procurar um filarmónico
Que não pusesse a boca no trombone
Mas que tocasse saxofone.
E o Carlinhos da Penalva não saiu treta
O rapaz era mesmo bom de palheta.


Na altura, a coisa pouco andava
Não atava, nem desatava,
Até que o senhor presidente
Se reuniu com toda a gente
E anunciou: “Vocês são gente amiga,
Mas chega de coçar a barriga,
Está na hora de começar a tocar
Para a malta bailar…
Ou então, podem pôr-se a andar!”
E foi por isso que o 25 de Janeiro se animou
E o povo gritou:
“Este é o rock que fazia falta
Os Diamantes Negros são cá da malta!”

Sintra já tinha o seu próprio rock,
Mas faltava um pequeno retoque
Que veio da rua da Biquinha
Oriundo da terra da sardinha.
Nunca o alto, bem alto Luís
Se sentiu tão alto e tão feliz
Quando o Cainhas lhe anunciou:
“Sabes o que eu acho,
Tu que és alto, vais tocar baixo!”

O baile já está armado
Por isso, chega de tanto passado.
Pode haver quem goste deste cavaqueio
Mas julgo que já chega de paleio,
Porque a malta quer é rock,
Que haja quem o toque!
 

 
José do Nascimento

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

domingo, 20 de outubro de 2013

Já está em andamento a organização do nosso Cinquentenário.

Não nos passava pela cabeça, quando em 1964 começamos tão precária e timidamente a tocar música, que alguma vez se chegasse a este ponto, e que ao fim de cinquenta anos ainda o nome Diamantes Negros, tivesse algum significado.
São sobretudo muitos anos de amizade, não só dos músicos que por cá passaram, como de todos aqueles que cresceram ao nosso lado, homens e mulheres, para quem os DIAMANTES NEGROS, são sinónimo de recordações da juventude, Festivais de música Yé Yé, bailes de finalistas e outros, festas, namoros e casamentos, feitos ao som da nossa música.
Hoje todos na casa dos sessenta anos, vão ouvir-nos para se sentirem mais perto desse tempo, e convivermos e sobretudo reviver esse tempo inesquecível.
Somos ambiciosos (ainda), queremos fazer uma festa digna, para comemorar essa data longinqua, para tal rodeá-mo-nos de amigos, nos quais temos a maior confiança, para que o resultado final seja um verdadeiro sucesso.
Na sexta feira passada 18 do corrente mês de outubro, fizemos a primeira reunião.
Agora o "combóio" só vai parar em 25 de janeiro, no primeiro apeadeiro desta comemoração, porque temos na nossa mente fazer outras realizações ao longo do ano, assim os tempos não piorem muito significativamente.
Não se esqueçam de marcar nas vossas agendas, sábado 25 de janeiro de 2014, Festa do Cinquentenário dos DIAMANTES NEGROS.                                                                                      
Em breve saberão o local do acontecimento, a hora e as condições.

Ontem
 
 
Hoje
 
                                                      
                                                          

domingo, 4 de agosto de 2013

A Vila Velha do nosso tempo (Anos sessenta).

Como dizia o anúncio, nós ainda somos do tempo em que a Vila Velha era uma terra de casas com pessoas lá dentro, cada habitação uma família, algumas até com excesso de lotação.
Havia de tudo na Vila Velha, Banda de Música da Sociedade União Sintrense, Mercado Municipal, que durante muito tempo foi o único, drogaria, papelarias e tabacarias, depósito de tabacos para venda por grosso, 2 ferradores, serralharia cívil, carpintarias, vários industriais da construção cívil, estofador e correeiro (o meu pai), mercearias quatro ou cinco, táscas mais de seis, uma carvoaria, três sapateiros remendeiros, e o Joaquim de Almeida que também fazia obra nova, cinco talhos, padarias com fornos a lenha e produção própria eram três, o Melo, o Tavares e o Penaforte, pastelarias e cafés e a Raínha de todas elas a Piriquita. Hoteis em funcionamento ali na vila também três, o Central, o Nunes e o Neto, este que hoje é uma ruína vergonhosa. Para além destes apareceu no início da década o Hotel Seteais. Com o aparecimento do Tivoli, acabo logo o Hotel Neto, e o Hotel Nunes, que foram adquiridos para dar lugar ao que lá existe hoje. Todos viviam com as suas famílias da ocupação que os hoteís tinham e ainda haviam as Pensões Santa Margarida, o Bristol e a D. Capitolina que alugava quartos. Não houve investimentos no sector e morreram todos.
Hoje os candidatos à Câmara e à Junta que engloba a Vila Velha, têm como objetivo fixar os turistas em Sintra, que nos visitam e fogem logo para Lisboa e Cascais porque não temos e não soubemos fazer ao longo dos tempos, com que estes se fixassem aqui e não fossem de abalada.
Sintra do nosso tempo era muito procurada para jovens casais em lua de mel, pela beleza da terra pelos seus hotéis pequenos e acolhedores, a beleza dos arredores e a boa localização perto de tudo, mar, serra, as visitas culturais, Cascais e Lisboa já aqui ao lado, faziam de Sintra o local apetecido, isso acabou.
Eu sou capaz de nomear todos os proprietários dos establecimentos que estou a enumerar, e outros que me vou abster de mencionar para não tornar isto fastidioso.
Acabou tudo!  Felizmente ainda existe o Café Paris, mas, nada daquele café familiar, onde grande parte dos jovens e homens da Vila se juntavam à hora do almoço, ao fim da tarde depois do trabalho, e à noite para beber um café, e cavaquear com os amigos. Era o ponto de encontro por excelência dos Diamantes Negros, o café tinha um género de telefone público, semelhante às cabines telefónicas, e como nós à exceção do Xixó não tinhamos telefone em casa, demos durante muito tempo o numero do Café Paris para contactos, e os seus empregados algumas vezes, se não estava nenhum de nós por ali, chegaram a "alinhavar" atuações, ficando nós de telefonar para acertar os detalhes para os contratos.
São os custos do progresso.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

A cara dos Rolling Stones faz hoje 70 anos

Mick Jagger completa hoje o seu septuagésimo aniversário.
Quando os Diamantes Negros começaram a dar os primeiros passos, no tempo em que só queriamos ver e ouvir os SHADOWS, já o pai do Xixó lhe tinha trazido de Londres, os primeiros Lp's desta banda mítica, aos quais nós não ligámos absolutamente nada. O tempo encarregar-se-ia de nos mudar o gosto, embora tivéssemos sido sempre mais pró-Beatle, tivémos a nossa fase Kinks, Stones, Beach Boys, mais tarde Bee Gees, e Otis Redding, mas sempre com muito mais Beatles.
O senhor Mick Jagger, do alto dos seus setenta anos ainda não está disposto arrumar as botas, e os Stones ainda estão aí para as curvas, caso lhes apeteça ganhar mais uns milhões de dólares é só estalar os dedos.